O que é saúde holística?

Em 1979, no livro “O Ponto de Mutação” Fritjof Capra defende o que ele acredita ser as várias dimensões da saúde; “a biológica, a psicológica e a social” no capítulo “Holismo e saúde”. A palavra holismo vem do grego holos e significa “todo”. Portanto, o termo “holismo” considera os sistemas como um todo, e não somente as suas partes. 

Embora a medicina convencional inclui o conceito de “Saúde Social” proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ela ainda atua de forma muito materialista, separando as partes do todo, concentrada apenas no combate direto aos sintomas.  

Uma medicina holística, uma visão sistêmica de saúde compreende a doença em três níveis:  

  • Nível energético 
  • Nível funcional 
  • Nível orgânico 

Presume-se então que a saúde é o equilíbrio dos três níveis, um equilíbrio dinâmico. A saúde seria então associada à flexibilidade. E o estresse, por sua vez, ao desequilíbrio e à perda de flexibilidade.  

A medicina convencional apenas considera o terceiro nível, o nível orgânico, o que é visível e manifesto e ignora os aspectos sutis do equilíbrio dinâmico necessários a um corpo saudável.  

Por isso, se quisermos buscar a cura, devemos incluir os três níveis da doença, e não apenas seus sintomas manifestos. Uma doença pode ter origem no corpo emocional, por exemplo, e só depois ser manifestada no corpo físico. Mas para entendermos este processo, é importante definirmos o que é a doença.  

A medicina convencional praticada nos dias de hoje é toda ela embasada na filosofia de Galeno de Pérgamo, médico e filósofo romano de origem grega que viveu por volta de 120 d.c e foi inclusive médico particular do imperador de Roma, Marco Aurélio.  

Seu legado estabeleceu os preceitos da medicina moderna, a medicina Alopata, ou seja, a ciência que busca prevenir, tratar e curar doenças através do uso de drogas específicas, como por exemplo; se houver dor, dá-se um analgésico, em caso de infecção, um antibiótico, em caso de hipertensão, anti-hipertensivo, e assim por diante. 

Até os idos do século 17 a ciência médica se embasava nos ensinamentos descritos por Galeno sobre o coração, artérias e veias. O filósofo também descobriu que os rins processam a urina e propôs pela primeira vez que o corpo fosse controlado pelo cérebro, distinguindo nervos sensoriais e motores. Galeno foi o responsável por outras fabulosas contribuições na medicina e sua filosofia médica são ainda os alicerces da medicina alopata nos dias de hoje.  

Por outro lado, a definição de doença dada pelo pai da medicina ocidental, Hipócrates, é mais holística que a filosofia galênica, proposta por Galeno.  

Hipócrates viveu na Grécia cerca de 300 a.c e sugere que “A doença faz parte do indivíduo; o importante não é tratar a doença, mas sim tratar o doente. A doença é uma expressão do doente, o foco é o doente. Toda doença está enraizada na história de vida deste indivíduo”. Hipócrates concebeu o “Princípio da Alternância Somática” que diz o seguinte: “Se você tirar uma doença e o indivíduo precisar da doença, ele vai refazer a doença ou recriar uma nova doença”, porque a doença é uma mensagem, uma informação que indica que algo dentro de nós é trazido à tona, algo que muito provavelmente surgiu lá no primeiro nível da doença, no nível energético, no corpo emocional e que precisa ser trabalhado, processado, resolvido, curado. 

Portanto, o processo de cura nada mais é do que a tomada de consciência de que a ausência de saúde é um sinal, uma mensagem de que há algo a se curar primeiro dentro do seu corpo energético ou emocional.  

O processo é largamente utilizado hoje em dia por terapeutas holísticos e por uma medicina alternativa e complementar. Importante é ressaltar que os métodos holísticos empregados nas curas energéticas não devem ser substituídos pelo tratamento convencional. Não se trata aqui de desmerecer a ciência e os avanços da medicina convencional. O que pretendemos é sensibilizar o senso comum de que o histórico emocional do paciente deve ser levado em conta nos tratamentos convencionais. E que, muitas vezes, o próprio fato de levarmos em conta o lado emocional e zelarmos nossas emoções, cuidando da qualidade dos pensamentos e sentimentos podemos evitar o uso de drogas tão nocivas ao nosso metabolismo. 

A longa busca por parte da comunidade científica em querer compreender a complexidade do funcionamento corpo humano ainda gera debates e teorias. Durante muito tempo, vivemos sob a influência da visão newtoniana segundo a qual os seres humanos não passam de sofisticadas máquinas biológicas. 

Essa mesma visão é responsável pelo paradigma da separabilidade ao crer que tudo está separado, fragmentado, portanto, segundo a visão mecanicista, o ser humano estaria separado da natureza. O que têm se mostrado um grande equívoco que se reflete inclusive na nossa relação com o meio ambiente. 

Por Marcelo Madeira

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