O que é Saúde?

Desde tempos remotos a humanidade se preocupa em compreender o que é, de fato, a saúde. Os gregos tinham uma definição de saúde muito ligada ao equilíbrio, estética e a simetria do corpo físico. Para os hindus na Índia, saúde era sinônimo de harmonia com a natureza. Já para os Chineses da Antiguidade, saúde era o reflexo da energia Qi, a energia vital.  

Com o avanço da ciência ocidental, a saúde passou a ser denominada como “ausência de doenças” e portanto, todos os esforços tem sido desde então, para o tratamento das doenças. Ou seja, a ciência tem focado mais na doença do que na saúde. Mas isso tem mudado com o passar dos anos.  

Nos idos de 1960, saúde era definida como “a perfeição morfológica acompanhada da integridade dos órgãos, …e do bom desempenho das funções vitais”. Portanto, a saúde, até pouco tempo, era vista apenas como o “vigor físico e o equilíbrio mental”, restrito ao nível da pessoa humana.  

Foto por Negative Space em Pexels.com

Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) expandiu a definição com os seguintes termos: “A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. Portanto, a saúde além de um valor físico e mental passou a ser também um valor social, um valor da comunidade e não apenas restrito ao indivíduo.  

Essa ideia de “Saúde Social” nos remente a algo que pertence ao comum, ao conjunto, ao todo, uma visão integral. Basta lembrar que dificilmente um indivíduo pode alcançar equilíbrio emocional se estiver inserido num ambiente de ansiedade, incertezas, maus tratos e desamor. Porque hoje se sabe que nosso corpo energético, graças ao campo eletromagnético, está sempre em comunicação com o meio ambiente que nos rodeia.  

Em 1979, no livro “O Ponto de Mutação” Fritjof Capra defende o que ele acredita ser as várias dimensões da saúde; “a biológica, a psicológica e a social” no capítulo “Holismo e saúde”. A palavra holismo vem do grego holos e significa “todo”. Portanto, o termo “holismo” considera os sistemas como um todo, e não somente as suas partes.  

Embora a medicina convencional inclui o conceito de “Saúde Social” proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ela ainda atua de forma muito materialista, separando as partes do todo, concentrada apenas no combate direto aos sintomas.   

O que é Saúde Holística?

Uma medicina holística, uma visão sistêmica de saúde compreende a doença em três níveis: Nível energético, Nível funcional e Nível orgânico.

Presume-se então que a saúde é o equilíbrio dos três níveis, um equilíbrio dinâmico. A saúde seria então associada à flexibilidade. E o estresse, por sua vez, ao desequilíbrio e à perda de flexibilidade.   

A medicina convencional apenas considera o terceiro nível, o nível orgânico, o que é visível e manifesto e ignora os aspectos sutis do equilíbrio dinâmico necessários a um corpo saudável.   

Por isso, se quisermos buscar a cura, devemos incluir os três níveis da doença, e não apenas seus sintomas manifestos. Uma doença pode ter origem no corpo emocional, por exemplo, e só depois ser manifestada no corpo físico. Mas para entendermos este processo, é importante definirmos o que é a doença.   

A medicina convencional praticada nos dias de hoje é toda ela embasada na filosofia de Galeno de Pérgamo, médico e filósofo romano de origem grega que viveu por volta de 120 d.c e foi inclusive médico particular do imperador de Roma, Marco Aurélio.   

Seu legado estabeleceu os preceitos da medicina moderna, a medicina Alopata, ou seja, a ciência que busca prevenir, tratar e curar doenças através do uso de drogas específicas, como por exemplo; se houver dor, dá-se um analgésico, em caso de infecção, um antibiótico, em caso de hipertensão, anti-hipertensivo, e assim por diante.  

Até os idos do século 17 a ciência médica se embasava nos ensinamentos descritos por Galeno sobre o coração, artérias e veias. O filósofo também descobriu que os rins processam a urina e propôs pela primeira vez que o corpo fosse controlado pelo cérebro, distinguindo nervos sensoriais e motores. Galeno foi o responsável por outras fabulosas contribuições na medicina e sua filosofia médica são ainda os alicerces da medicina alopata nos dias de hoje. 

 

Por outro lado, a definição de doença dada pelo pai da medicina ocidental, Hipócrates, é mais holística que a filosofia galênica, proposta por Galeno.   

Hipócrates viveu na Grécia cerca de 300 a.c e sugere que “A doença faz parte do indivíduo; o importante não é tratar a doença, mas sim tratar o doente. A doença é uma expressão do doente, o foco é o doente. Toda doença está enraizada na história de vida deste indivíduo”. Hipócrates concebeu o “Princípio da Alternância Somática” que diz o seguinte: “Se você tirar uma doença e o indivíduo precisar da doença, ele vai refazer a doença ou recriar uma nova doença”, porque a doença é uma mensagem, uma informação que indica que algo dentro de nós é trazido à tona, algo que muito provavelmente surgiu lá no primeiro nível da doença, no nível energético, no corpo emocional e que precisa ser trabalhado, processado, resolvido, curado.  

Portanto, o processo de cura nada mais é do que a tomada de consciência de que a ausência de saúde é um sinal, uma mensagem de que há algo a se curar primeiro dentro do seu corpo energético ou emocional.   

O processo é largamente utilizado hoje em dia por terapeutas holísticos e por uma medicina alternativa e complementar. Importante é ressaltar que os métodos holísticos empregados nas curas energéticas não devem ser substituídos pelo tratamento convencional. Não se trata aqui de desmerecer a ciência e os avanços da medicina convencional. O que pretendemos é sensibilizar o senso comum de que o histórico emocional do paciente deve ser levado em conta nos tratamentos convencionais. E que, muitas vezes, o próprio fato de levarmos em conta o lado emocional e zelarmos nossas emoções, cuidando da qualidade dos pensamentos e sentimentos podemos evitar o uso de drogas tão nocivas ao nosso metabolismo.  

A longa busca por parte da comunidade científica em querer compreender a complexidade do funcionamento corpo humano ainda gera debates e teorias. Durante muito tempo, vivemos sob a influência da visão newtoniana segundo a qual os seres humanos não passam de sofisticadas máquinas biológicas.  

Essa mesma visão é responsável pelo paradigma da separabilidade ao crer que tudo está separado, fragmentado, portanto, segundo a visão mecanicista, o ser humano estaria separado da natureza. O que têm se mostrado um grande equívoco que se reflete inclusive na nossa relação com o meio ambiente. 

Um pouco sobre Epigenética

A ciência avança e com ela, suas considerações. Hoje a medicina entende que as doenças crônicas levam anos para serem detectadas e são basicamente desencadeadas pelos nossos genes. Ou seja, todo nosso potencial de obesidade, nossos hábitos alimentares, nossa condição física, mental e emocional, tudo isso passar pelos nossos genes.   

A epigenética tem feito enormes progressos nessa área e recentemente descobriram que temos a capacidade de silenciar ou ativar esses genes responsáveis pelas doenças. Ainda não se sabe como o fazemos, mas o que se cogita é uma participação decisiva da nossa saúde emocional interagindo nos nossos genes.   

As emoções seriam o fator determinante ao nosso equilíbrio e a nossa saúde. E no meu entender, a saúde seria justamente isso, o equilíbrio de todas as nossas funções físicas, mentais, emocionais e espirituais. Tendo em conta de todos os corpos sutis, energéticos, vibracionais. Entender que o funcionamento do corpo dos seres vivos é constituído por múltiplos sistemas vibracionais que se influenciam reciprocamente.

O que é Homeostase?  

Hoje tem se falado muito sobre a Homeostase – “A habilidade do nosso corpo manter um estado de estabilidade apesar das constantes alterações dentro do seu ambiente”. Como conseguimos voltar à normalidade das funções depois de um tempo sujeitos ao estresse. Essa capacidade é chamada de Homeostase. Seria como se vivêssemos numa corda bamba em busca do equilíbrio. Sim, seria mais ou menos isso como a vida é.   

Portanto, a saúde, pode-se dizer: É a constante busca do equilibro de todo o nosso sistema energético. Nossos órgãos, tecidos, ossos, músculos, células e moléculas geram um campo energético e vibracional. Saúde, numa visão sistêmica seria levar em conta todos esses processos interligados, e interdependentes que se interagem entre si. Portanto, uma visão da saúde só estaria completa se incluísse não só o lado físico, mas também o lado metafísico. E é isso que todos nós da saúde holística desejamos. Que assim seja.

Artigo de Marcelo Madeira    


Essse artigo está disponível em versão podcast dividido em 4 capítulos que você escuta no Podcast Filosofia Quântica!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s